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domingo, 10 de março de 2013

Confissões do Inferno - Pe. Gabrielle Amoth



Olá pessoal. Hoje vamos conhecer uma outra dimensão do mundo espiritual.

   Já não é a primeira vez, como podemos verificar na história da Igreja, que os santos e santas de Deus, Nossa Senhora e até Nosso Senhor Jesus Cristo tenham feito aparições e por meio delas, revelações para a fé e a Igreja. Exemplos disso são: Santa Faustina (Apóstola da Divina Misericórdia) que via e conversava com Jesus que a instruiu a propagar pelo mundo a Divina Misericórdia; podemos nos recordar dos três pastorinhos que via e conversavam com Nossa Senhora de tempos em tempos quando ela aparecia e pedia para que eles fizessem penitências para salvação das almas. Enfim, recebemos muitas orientações divinas através de nossos irmãos ao longo da caminhada da Igreja de Jesus e este artigo retrata de mais uma revelação fantástica, porém diferente.

   Primeiro vamos conhecer um pouco do autor deste documento fantástico. 

  Padre Gabrielle Amorth é um sacerdote de roma, nomeado exorcista. Após alguns anos tornou-se presidente dos exorcistas do Vaticano ao lado do famoso Padre Rufus Pereira (falecido no ano de 2012). Padre Gabrielle é um maravilhoso escritor, muito sábio na leitura e interpretação da Palavra de Deus e ótimo teólogo, principalmente na sua área. Realizou mais de 2.000 exorcismo e afirma: "Nenhum caso é igual a outro". 

O documento "As confissões do Inferno"

   Em um dia comum, Padre Gabrielle, juntamente com sua equipe de padres auxiliares, tiveram a visita de uma mulher possessa. Esta pobre alma aceitou o sofrimento da possessão pois através do mesmo, nossa Mãe Santíssima Virgem Maria nos exortaria e nos revelaria maravilhas sobre a Igreja, sobre os jovens e sobre o mundo atual. Esse documento surgiu a partir dos primeiros exorcismos onde começaram as revelações através dos próprios demônios presentes naquela pobre alma. 

Obs: é importante ressaltar que todas as informações escritas nesse documento estão gravadas em áudio e vídeo (sem contar as testemunhas oculares presentes). 

A seguir, anexo o documento para que você, leitor cristão, aproveite para conhecer melhor a Mãe de Deus e nossa e compreenda com discernimento, as revelações de amor feitas a nós.


Pax!


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Maria é uma mulher qualquer? - Pe. Paulo Ricardo

Quem nunca ouviu algum dia que Nossa Senhora, a Santíssima Virgem Maria, é uma blasfêmia contra Deus? Ou que Ela é uma invenção da Igreja católica? Ou ainda que os católicos a colocam acima de Deus? Todos nós ja ouvimos isto.
Exatamente por esse motivo, Pe. Paulo Ricardo vem, sabiamente, defender a Mãe de Deus e Nossa, colocando o ser humano no devido lugar em que ocupa. Segue abaixo o vídeo:


Pax!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A mediação de Maria

A mediação e intercessão de Nossa Senhora por nós, diante de Deus, não é uma mediação "substitutiva" ou "paralela" à de Jesus, mas, ao contrário, acontece com base na única mediação de Cristo, homem e Deus, Sumo Pontífice (ponte) entre Deus  e os homens. Sem esta, todas as outras mediações não teriam eficácia. É uma mediação cooperadora, subordinada. Jesus não quis salvar o mundo sozinho; Ele quis e quer a nossa ajuda e cooperação, tanto em termos de trabalho como de oração; especialmente de Sua Mãe. O Concílio Vaticano II, na Lúmen Gentium, explica-nos bem como é a mediação de Nossa Senhora diante de Deus. "A maternidade de Maria na dispensação da graça perdura ininterruptamente a partir do consentimento que ela fielmente prestou na Anunciação, que sob a Cruz ela resolutamente manteve, e manterá até a perpétua consumação de todos os eleitos. Assumida aos céus, não abandonou esta salvífica função, mas por sua multíplice intercessão continua a granjear-nos os dons da salvação eterna. Por seu maternal amor cuida dos irmãos do seu Filho que ainda peregrinam rodeados de perigos e dificuldades, até que sejam conduzidos à feliz pátria".
"Por isto a bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de Advogada, Auxiliadora, Protetora, Medianeira. Isto, porém, se estende de tal modo que nada derrogue, nada acrescente à dignidade e eficácia de Cristo, o único Mediador".
"Com efeito; nenhuma criatura jamais pode ser colocada no mesmo plano com o Verbo Encarnado e Redentor. Mas, como o sacerdócio de Cristo é participado de vários modos, seja pelos ministros, seja pelo povo fiel, e como a indivisa bondade de Deus é realmente difundida nas criaturas de maneiras diversas, assim também a única mediação do Redentor não exclui, mas suscita nas criaturas cooperações diversas, que participam de uma única fonte". E continuou: "A Igreja não hesita em proclamar essa função subordinada de Maria. Pois sempre de novo experimenta e recomenda-se ao coração dos fiéis para que, encorajados por esta maternal proteção, mais intimamente deem sua adesão ao Mediador e Salvador". O Papa Paulo VI, em sua Exortação Apostólica Signum Magnum nº 1, escreveu: "A Virgem continua agora no céu a exercer sua função materna, cooperando para o nascimento e o desenvolvimento da vida divina em cada uma das almas dos homens redimidos. É esta uma verdade muito reconfortante, que, por livre disposição de Deus sapientíssimo, faz parte do mistério da salvação dos homens; por conseguinte, deve ser objeto da fé de todos os cristãos".
Desde os primeiros séculos os cristãos que enfrentavam o martírio já se recomendavam a Nossa Senhora, rezando: "Debaixo da vossa proteção nos refugiamos, ó Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, virgem gloriosa e bendita".


                                          

Pax!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Maria no nascimento de Jesus



O nascimento de Jesus foi todo cheio de dificuldades: a viagem longa de José e Maria, que estava grávida; a falta de uma casa para a criança nascer, a gruta fria de Belém, uma situação de adversidade e de pobreza que já revela como seria o reino messiânico: um reino sem honras nem poderes terrenos, que pertence Àquele que depois disse: "O Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça" (Lc 9,58). São Lucas narra o nascimento de Jesus de maneira simples: "Maria deu à luz e teve seu filho primogênito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura[...]" (Lc 2,7). A ação da Virgem é o reflexo de sua plena disponibilidade em fazer a vontade de Deus, já manifestada na Anunciação, com seu "faça-se em mim segundo a tua palavra" (Lc 1,38). Maria viveu a experiência do parto na pobreza: não pode dar ao Filho de Deus nem sequer aquilo que as mães costumam oferecer a um recém-nascido; mas teve de colocá-lo "numa manjedoura", um "berço" improvisado para o "Filho do Altíssimo". O evangelista diz que "não havia para eles lugar na hospedaria" (Lc 2,7). Isso nos faz lembrar das palavras de São João: "Ele veio para os que eram seus, mas não O receberam" (Jo 1,11), e mostra as recusas e ofensas que Jesus sofreria em sua vida terrena. Na verdade, é uma rejeição não só ao Filho, mas também à Mãe, pois Maria já está unida ao destino de sofrimento do Filho e é participante de sua missão redentora. Recusado pelos "Seus", Jesus é, então, acolhido pelos pastores, homens rudes e de má fama, no entanto, escolhidos por Deus para serem os primeiros receptores da "Boa Nova" do nascimento do Salvador. O anjo lhes diz: "Anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo; não temais" (Lc 2,10). Como para a Virgem Maria no momento da Anunciação, também para eles a notícia do nascimento de Jesus é o grande sinal da bondade e do amor de Deus para com os homens. O cântico dos Anjos: "Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens que Ele ama" (Lc 2,14), revela aos pastores o amor de Deus especialmente para com os humildes e pobres. E logo lhes disseram: "Vamos então até Belém e vejamos o que aconteceu e o que o Senhor nos deu a conhecer" (Lc 2,15). E "encontraram Maria, José e o Menino" (Lc 2,16). Tudo isso leva Maria a um profundo silêncio de contemplação e meditação. Isso nos mostra a necessidade de uma profunda relação espiritual com Maria, a fim de conhecermos melhor a Jesus e nos tornarmos alegres anunciadores de seu Evangelho de salvação. São Lucas diz que, diante de tudo isso, Maria "conserva todas estas coisas, ponderando-as no seu coração" (Lc 2,19). Disse o Beato João Paulo II que isso sugere à Igreja que valorize a contemplação e a reflexão teológica, para poder acolher o mistério da salvação e anunciá-lo com renovado impulso aos homens de todos os tempos.


Pax! 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Nossa Senhora das Graças


  


Um dos mais valiosos presentes da Santíssima Virgem para a humanidade foi dado no dia 27 de novembro de 1830, por meio de Santa Catarina Labouré, humilde freira da Congregação das Filhas da Caridade. Isso foi na Rua de Lubac, no centro de Paris, na Capela da Medalha Milagrosa. Nesse dia, Nossa Senhora apareceu-lhe mostrando nos dedos anéis incrustados de belíssimas pedras preciosas, "lançando raios para todos os lados, cada qual mais belo que o outro". Eram as copiosas graças que ela trazia a seus filhos na Terra, simbolizados dessa forma. E ela reclamou a Santa Catarina que trazia muitas graças, mas que as pessoas não vinham buscá-las. Em seguida, formou-se em torno da Virgem uma moldura ovalada, no alto da qual estavam escritas, em letras de ouro, a bela jaculatória: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós". Sem dúvida, essa jaculatória trazia do Céu foi fundamental para que, 24 anos depois, em 1854, o Papa Pio IX proclamasse o dogma da "Imaculada Conceição de Maria", concebida sem pecado original; o que ela mesma confirmou à menina Bernadete, quatro anos depois, na gruta de Lourdes, ao dizer: "Eu sou a Imaculada Conceição".


                             

Nossa Senhora das Graças apareceu sobre um globo, a Terra, pisando a cabeça da serpente e segurando nas mãos um globo menor, oferecendo-o a Deus, em um gesto de súplica. E disse a Santa Catarina: "Esse globo representa o mundo inteiro e cada pessoa em particular". De repente, o globo desapareceu, e suas mãos se estenderam suavemente, derramando sobre o globo brilhantes raios de luz. E Santa Catarina ouviu uma voz que lhe dizia: "Fazei cunhar uma medalha conforme esse modelo. Todos os que a usarem, trazendo-a ao pescoço, receberão grandes graças. Estas serão abundantes para aqueles que a usarem com confiança". Em 1832, uma violenta epidemia de cólera assolou a cidade de Paris. Foram, então, cunhados os primeiros exemplares da medalha, logo distribuídos aos doentes. À vista das graças extraordinárias e numerosas obtidas por meio dessa medalha, o povo passou a chamá-la de "Medalha Milagrosa". Em pouco tempo, essa devoção difundiu-se pelo mundo inteiro e foi enriquecida com a composição de uma novena. Nossa Senhora foi a única criatura que nunca ofendeu a Deus. Por isso, o Anjo a chamou de "cheia de Graça"; assim, ela encanta o coração de Deus e Este lhe atende todas as súplicas como nas Bodas de Caná. Se nossos pecados dificultam a nossa comunhão com Deus e nos impedem de obter suas graças, isso não ocorre com Nossa Senhora. Então, como boa Mãe, ela põe como nossa magnífica intercessora. O que não pode diante de Jesus aquela que é sua Mãe? Por isso, São Bernardo (†1153), doutor da Igreja, chama-a de "Onipotência Suplicante"; ela pode com sua súplica alcançar de Deus todas as graças, especialmente a nossa salvação. Ela é a rainha das graças. São Luís de Montfort disse que "Deus reuniu todas as águas e deu o nome de mar; reuniu todas as graças e deu o nome de Maria". Que tudo, então, seja feito por Jesus, mas nada sem Maria. Esse foi o grande segredo das vitórias dos santos.


                              


Nossa Senhora das Graças, rogai por nós! 


Pax! 

A virgindade perpétua de Maria

                           

A Igreja ensina que Maria sempre foi Virgem: "Antes do parto, no parto e depois do parto", dizia S. Agostinho (354-430). O Papa Paulo IV, em 7/8/1555, confirmou essa verdade. O profeta Isaías já tinha anunciado: "Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho..." (Is 4,14). Era o sinal do Emanuel. Toda a tradição cristã e até mesmo os reformadores protestantes, como Lutero e João Calvino, professaram a virgindade de Maria. Em 1537, em seus Artigos da Doutrina Cristã, Lutero disse: "O Filho de Deus fez-se homem, de modo a ser concebido do Espírito Santo sem o concurso de varão e nascer de Maria pura, santa e sempre virgem". Em 1542, João Calvino escreveu o mesmo em seu Catecismo da Igreja Genebra. Até mesmo o Alcorão de Maomé professa a virgindade de Maria. O Concílio Vaticano II afirmou: "Jesus, ao nascer, não lhe violou, mas sagrou a integridade virginal", repetindo o que já tinha sido afirmado no Concílio de Latrão, no ano de 649. No Credo está claro que "Cristo nasceu da Virgem Maria". São Leão Magno afirma que o Messias foi "concebido do Espírito Santo no útero da Virgem Mãe, a qual deu à luz do mesmo modo como concebeu, ou seja, ficando a salvo sua virgindade". O Beato João Paulo II em 24/05/1992, em Cápula (Itália) disse: "Maria deu à luz verdadeira e originalmente o seu Filho, conservando sempre a integridade da carne." Os Padres da Igreja observam que "a virgindade da Mãe é uma exigência derivada da natureza divina do Filho". Para a tradição cristã, o seio virginal de Maria, fecundado pelo Espírito Santo, tornou-se como o madeiro da cruz (Mc 15,39) ou as ligaduras do sepulcro (Jo 20,5-8). Da mesma forma que Jesus ressuscitado atravessara as paredes do sepulcro e do Cenáculo, "sem as rasgar", assim o fizera em relação à Virgem Maria ao nascer. São Cirilo de Alexandria disse que "assim como a luz atravessa a vidraça de um lado para outro sem quebrá-lo, o Verbo entrou e saiu no ventre de Maria sem rasgar as paredes". A valorização da virgindade de Maria não deprecia a vocação matrimonial querida por Deus. O Catecismo da Igreja  ensina: "O aprofundamento de sua fé na maternidade virginal levou a Igreja a confessar a virgindade perpétua e real de Maria, mesmo no parto do Filho feito homem. Com efeito, o nascimento de Cristo 'não lhe violou, mas sagrou a integridade virginal' da Sua Santa Mãe". A Liturgia da Igreja celebra Maria como a Aeiparthenos, "sempre virgem". "Maria é virgem porque sua virgindade é o sinal de sua fé", "sem mescla de dúvida e falsidade", e de sua doação sem reservas à vontade de Deus". "Maria é ao mesmo tempo "Virgem e Mãe por ser a figura e a mais perfeita realização da Igreja". 


Pax! 

Um grande tratado sobre a Virgem Maria



"Apareceu em seguida um grande sinal no Céu: uma Mulher vestida do sol, a sua debaixo de seus pés, e na cabeça uma coroa de doze estrelas" (Ap 12,1).
Essa visão maravilhosa que São João teve quando estava deportado na ilha de Patmos revela toda a majestade e poder de Nossa Senhora e da Igreja. Nessa coroa de 12 estrelas formada sobre sua cabeça, São Luís Maria Grignion de Montfort viu as glórias e méritos de Maria, "mais numerosos do que todas as estrelas do céu". Esse santo escreveu o O Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem.
Nesse pequeno e robusto Tratado, São Luís, diz logo na introdução: "Foi por intermédio da Santíssima Virgem Maria que Jesus veio ao mundo, e é também por meio dela que ele deve reinar no mundo". No final da introdução, completa: "Maria Santíssima tem sido até aqui desconhecida, e é essa uma das razões por que Jesus Cristo não é conhecido como deve ser. Quando, portanto, e é certo, o conhecimento e o Reino de Jesus Cristo tomarem o mundo, será como uma consequência necessária do conhecimento e do Reino da Santíssima Virgem Maria. Ela O deu ao mundo à primeira vez, e também da segunda O fará resplandecer).
A 12 de maio de 1853 foi promulgado, em Roma, "o decreto que declara seus escritos isentos de todo erro que pudessem servir de obstáculo à sua canonização". Esses escritos de São Luís foram tão inspirados que o próprio santo escreveu estas palavras proféticas: "Vejo claramente no futuro animais frementes que se precipitam com furor para estraçalhar com os dentes diabólicos este pequeno escrito e aquele de quem o Espírito Santo se serviu para escrevê-lo ou para sepultá-lo, ao menos, no silêncio de um armário, a fim de que não veja a luz".
São Luís morreu em 1716, e só em 1832 seu livro foi descoberto, por acaso, por um dos sacerdotes de sua congregação, em Saint-Laurent-sur-Sèvre, na França.
O papa João Paulo II afirmou: "A leitura desse livro marcou em minha vida uma transformação decisiva. É um daqueles livros que não basta 'ler'... A consequência foi que a devoção de minha infância e mesmo de minha juventude para com a mãe de Cristo ganhou uma nova dimensão... Enquanto antes me mostrava reservado, com medo de que a devoção a Maria pudesse deixar Cristo na sombra, em vez de lhe dar prioridade, entendi agora, à luz do Tratado de Grignion de Monfort, que a realidade é totalmente diferente. A devoção a Maria tornou-se uma parte integrante de minha vida interior e de meu conhecimento espiritual de Deus."
Na encíclica Redemptoris Mater (1987), o papa disse: "É-me grato recordar, dentre as muitas testemunhas de tal espiritualidade, a figura de São Luís Maria Grignion de Montfort, que propôs aos cristãos a consagração a Cristo pelas mãos de Maria como meio eficaz para viver fielmente os compromissos batismais."


Pax!